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Um pescador da Nigéria capturou um enorme Marlim-azul em um povoado pesqueiro na Área de Governo Local de Andoni, no estado de Rivers. Sem saber o valor potencial do animal no mercado internacional, ele acabou dividindo o peixe com moradores da comunidade. O caso foi relatado por Zion Godwin, que contou estar visitando um parente no assentamento pesqueiro de Oyorokotor quando o peixe foi fisgado. Segundo ele, ninguém no local sabia inicialmente qual era a espécie capturada.

“Na verdade, quando o homem trouxe o peixe, ninguém ali soube dizer o nome dele. Alguns disseram que era peixe-espada, enquanto outros disseram que era marlim-azul”, relatou Godwin à AFP Fact Check.
De acordo com o relato, cerca de oito pessoas foram necessárias para transportar o peixe da margem. Após pesquisas na internet e com ajuda de moradores, eles identificaram que se tratava de um marlim-azul. Godwin estima que o animal tivesse cerca de sete pés de comprimento.
Sem compradores para o peixe inteiro, o pescador decidiu cortá-lo em pedaços de cerca de 15 centímetros. As partes foram defumadas e vendidas a moradores da vila. “A peça menor foi vendida a partir de 2.000 nairas (cerca de R$ 26), enquanto as peças maiores foram divididas em lotes a preços mais acessíveis”, explicou Godwin.
Segundo reportagem da CNBC, marlins podem atingir valores milionários em competições de pesca esportiva. No torneio White Marlin Open, realizado anualmente em Ocean City, Maryland, o maior marlim-branco capturado em 2018 rendeu um prêmio de US$ 2,6 milhões (cerca de R$ 13 milhões). No mesmo evento, o maior marlim-azul rendeu um prêmio de US$ 924 mil (aproximadamente R$ 4,6 milhões).
Especialistas explicam, porém, que esses valores estão ligados a competições específicas com altas taxas de inscrição. Para disputar os prêmios milionários, pescadores precisam pagar cerca de US$ 20 mil em taxas (aproximadamente R$ 100 mil) para participar do torneio.
Assim, embora o peixe capturado na Nigéria pudesse ter grande valor em determinados contextos esportivos, ele acabou sendo consumido e comercializado localmente pela comunidade.