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Cenipa aponta mau tempo e falhas técnicas em relatório sobre queda de helicóptero com Rick Sollo
Por Administrador
Publicado em 23/10/2026 09:32
Cotidiano
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou nesta quinta-feira (22) o relatório preliminar sobre a queda do helicóptero que resultou na morte do cantor Rick Sollo, da dupla Rick e Renner, do empresário Bruno Avelar, do videomaker Paulo Soares, do piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e do copiloto Leopoldo Barros Teixeira. O acidente ocorreu no dia 21 de setembro, no interior de Santa Catarina.

 

De acordo com o Cenipa, o helicóptero Bell 430, matrícula PP-MGR, voava a uma altitude de 1.686 metros quando colidiu contra a vegetação na encosta do Morro Convento dos Padres, localizado no Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici (SC). 

 

No momento da colisão, a área enfrentava uma frente fria rigorosa, sob alerta meteorológico com chuva forte, nuvens baixas, nevoeiro denso e visibilidade reduzida. A ocorrência foi enquadrada como CFIT (Controlled Flight Into Terrain, ou Voo Controlado Contra o Terreno), situação em que uma aeronave sob controle do piloto colide não intencionalmente contra o solo ou relevo.

 

Embora as condições do tempo e do relevo sejam apontadas como fatores primários, os investigadores também apuram falhas mecânicas e elétricas prévias da aeronave para entender se contribuíram com o sinistro. 

 

Registros indicam falhas intermitentes no sistema elétrico, sobretudo em cenários de alta umidade (como voos sob chuva ou no interior de nuvens), e foram relatados episódios de desconexão involuntária do sistema. Além disso, em março de 2026, o helicóptero precisou realizar um pouso não programado em Ibiaçá (RS) devido a uma forte vibração no rotor principal, fato registrado por moradores e pela imprensa local. A chamada caixa-preta da aeronave não continha áudios gravados no dia do acidente, apresentando apenas registros antigos referentes a procedimentos de manutenção.

 

A investigação apura também o perfil de voo da dupla responsável pelo comando. Antônio Roberto Nóbrega de Araújo possuía ampla experiência, somando mais de 11,3 mil horas de voo em helicópteros e habilitação válida para voo por instrumentos (IFR). Leopoldo Barros Teixeira tinha carteira de piloto comercial e 137 horas totais de voo, sem habilitação IFR. O relatório ressalta que era sua primeira vez operando aquele modelo, tendo sido contratado exclusivamente para aquele dia em substituição ao copiloto titular.

 

O Cenipa reforçou que a investigação segue em andamento e não há conclusões definitivas sobre a causa do acidente ou se as falhas técnicas atuaram de forma determinante. Os dados coletados reúnem registros de radar, computadores de bordo, sistemas de navegação, câmeras de segurança, vídeos gravados por moradores e depoimentos de testemunhas.

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