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Tratamento criado por Tatiana Sampaio devolve movimentos a cães paralíticos em estudo da UFRJ
Por Administrador
Publicado em 16/03/2026 09:50
Entretenimento
Foto divulgação

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Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro conseguiu devolver movimentos a cães com paralisia após um tratamento experimental com polilaminina, proteína desenvolvida no Brasil. O estudo é liderado pela cientista Tatiana Sampaio e investiga novas possibilidades terapêuticas para lesões na medula espinhal.

A pesquisa acompanhou seis cães com lesões medulares. Após seis meses de acompanhamento, quatro apresentaram melhora significativa na capacidade motora. Um dos casos é o do cão Teodoro, morador da zona oeste do Rio de Janeiro, que havia perdido os movimentos das patas traseiras e voltou a apresentar mobilidade depois das aplicações da substância.

Durante o estudo, a proteína foi aplicada diretamente na coluna vertebral dos animais. Os pesquisadores realizaram avaliações técnicas periódicas da marcha para medir a evolução motora ao longo do tratamento.

Segundo Tatiana Sampaio, a polilaminina atua como uma espécie de sinal biológico que orienta o funcionamento das células. “A polilaminina é uma proteína que tá presente no corpo em vários lugares, né? E também tá presente em todos os animais. Que que significa? Que ela fica do lado de fora das células, mas ela sinaliza pras células. Quer dizer, ela fica em contato direto e funciona como uma instrução para as células saberem o que que elas têm que fazer”, explicou.

Em lesões da medula espinhal, os axônios, estruturas responsáveis por transmitir impulsos nervosos, não conseguem se regenerar espontaneamente. A proposta do estudo foi recriar um ambiente favorável para o crescimento dessas fibras nervosas, permitindo que os sinais elétricos voltem a circular.

Para isso, a polilaminina foi obtida a partir de placentas e modificada em laboratório, formando uma estrutura capaz de estimular a regeneração das conexões nervosas. “A laminina é uma força da natureza. O que a gente tá fazendo é seguindo esse caminho, de ir acompanhando, olhando o que ela faz na natureza e tentando transpor isso para o laboratório e, se tudo der certo, a gente conseguir chegar ao medicamento, né?”, afirmou a pesquisadora.

Embora os resultados em animais sejam considerados promissores, o tratamento ainda é experimental e depende de novas etapas regulatórias antes de ser aplicado de forma ampla em humanos. Pesquisas relacionadas também já observaram movimentos sutis em pacientes com lesões medulares completas, considerados avanços importantes pelos cientistas.

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